01 - Sim, sou eu
02 - Sophia
03 - Puros
04 - Destruição
05 - A Divisão
06 - A manhã
07 - Voo do medo
08 - A mente de Gabrielle
09 - Sistema abaixo
10 - Sarah Inc.
11 - Eu não tenho medo (Parte 1)
12 - Eu não tenho medo (Parte 2)
13 - Eu não tenho medo (Parte 3)
14 - Sobrecarga
15 - Amarga escuridão
16 - A caçada
17 - Um dia
18 - O outro lado
19 - Cartas para Princesa
20 - Jamais esqueceremos
17 - Um dia
-Sua perna ta melhor?

-Aham, to melhor.

-Se Light pudesse ao menos explicar oque estava acontecendo direito... Consegue voar Sophia?

-Não sei, preciso me acalmar pra conseguir usar meus poderes.

-20 Kms... precisamos voar de qualquer maneira, mas vamos andando por enquanto.

-Ok Max...

Eu e Sophia estávamos no deserto, não sei se era o Saara ou algo do tipo, mas parecia não haver fim. Eu estava pensando sobre a Light, ela ta viva, mas está tendo problemas confusos.

-Sophia.

-Oi Max

-Você entendeu algo lá atras?

-Não muito... você notou aquela Kyrie?

-Forte... aquelas explosões nem fizeram cócegas nela.

-Acho que sou fraca... preciso treinar mais.

-Você não é fraca, você nem sabe de todos os seus poderes ainda, só falta você recuperar sua memória pra lembrar como controlar tudo isso.

-Ah Max... e como vai ficar a Light lá?

-Parece que elas já lutam a muito tempo.

-Talvez... A gente procurou ela pra quase nada... Mas é bom ver que ela ta viva. -Sophia queria saber logo do passado dela, ela estava tensa demais.

-Sophia... Faz tempo que não falamos sobre a gente...

-Max, não é hora. -Sophia nem tinha olhado para o lado. -Vou tentar voar.

-Certo... -Fiquei meio aborrecido, mas ela tinha razão.

-Vamos... -Sophia sussurrava para si mesma. -Só mais um pouco... -Suas asas apareceram e abriram devagar, assim que abriu ela bateu elas e voou para cima.

-Parece que você conseguiu. -Disse eu. As asas dela batiam forte, isso fazia uma poeira densa levantar.

Logo após Sophia conseguir, eu abri minhas asas e fui em direção que Light disse. No caminho, tentei falar com ela sobre o passado dela, ela não queria muita conversa.
Estávamos voando bem rápido, quando olhei pra baixo, vi que quando mais nos aproximávamos do El Manana a areia do deserto virava água.

-Sophia, olha pra baixo...

-Água, isso é estranho, devemos estar perto então. -Sophia invocou fogo com as mãos e apontou para trás, e o fogo explodiu como um foguete, ela voou muito rápido, quase que perdi ela de vista.

Eu estava começando a enxergar a ilha no horizonte, e Sophia devia está se aproximando. Tentei voar o mais rápido possível, mas eu não sabia fazer nada pra acelerar meu vôo.
De repente vejo um clarão muito grande vindo do El Manana.

-Max! -Ouvi pela rádio chiando muito, era Light.

-Light! Oque foi!? -Eu estava voando o mais rápido possível.

-Eu vou te ajudar, espera! -A estática sumiu com o sinal.

-Light!? Merda! -Eu estava chegando perto da ilha.

Quando olhei para minha esquerda, Light apareceu voando comigo, ela me pegou pelo braço e me puxou. Ela voava sem asas, e era extremamente rápida.
Chegamos no El Manana e tudo estava pegando fogo. Parecia que Sophia estava atacando os outros.

-Light, você não disse que não podia mais se aproximar?

-AGORA JÁ FUDEU MAX. -Ela gritou, depois me soltou e cai na ilha, e ela já desceu metendo um canhão de luz no Akinaton. Ele saiu meio queimado

-Max! Aqui! -Gritou Sophia. -Eles pegaram o Vini e me atacaram.

-Ok... -Gaby fez redemoinho de água me rodando, então se fez um turbilhão de água me afogando. Tentei controlar a água mas eu tava sem ar. Do nada toda água a minha volta cai no chão e eu também, quando consegui prestar atenção, vi Gaby com uma flecha cravada no peito em pé cambaleando.

-Porque está fazendo isso? Depois de tudo ainda quer nos matar!? -Falei.

-VOCÊ TRAIU A GENTE! -Gritou Gaby jogando bolas cortantes de água, eu desfiz a água no ar.

-Ele ta mentindo pra vocês! -Gritou Sophia ao jogar uma outra flecha em Gaby.

Havia duas flechas cravadas no peito de Gaby e ela ainda tava de pé.

-Eu não quero acreditar em vocês! -Disse Gaby chorando.

-Eu queria que você visse a verdade, mas não me resta escolha. -Disse Sophia.

-Sophia! Não.... -As flechas no peito de Gaby explodiram e fez ela em vários pedaços.

Comecei a chorar muito. Sophia correu até mim largando seu arco no chão.

-Eu precisava Max... Eu não queria mas tinha que ser feito. -Sophia disse, depois ela me abraçou forte...

Sarah apareceu saindo da casa com a garotinha do resgate no colo, e Sophia se levantou andando pro seu arco. Ela apontou para Sarah, e ela parecia assustada com aquela flecha apontada pra ela.

-Me ajudem... -Disse Sarah.

-Porque!? VOCÊ SABIA DE TUDO! -Gritou Sophia muito nervosa.

-E você sabe oque ele quer!? Me tira daqui ou me mata logo se for conveniente pra você. -Respondeu Sarah.

Sarah fechou os olhos e Sophia atirou a flecha sem se quer pensar, fiz a flecha parar no ar.

-Vem com a gente -Eu disse para ela, e Sophia caiu em si. -Sophia, precisamos achar o Vini e as pastilhas. -Tudo em volta começou a pegar fogo e ficar muito quente, do outro lado da ilha Light e Akinaton lutavam.

-Vou pegar o Vini! -Disse Sarah deixando a menininha no meu colo.

Light estava jogando raios de luz que queimam como se fosse lava, Akinaton jogava um raio vermelho que estava cortando a ilha em pedaços. Light se queimou várias vezes, ela estava arranhada mas sem sangue, então Akinaton atravessa ela com uma lâmina, ela começa a cuspir muito sangue, ela tentou correr até nós, mas Akinaton puxou a espada com ela junto e a jogou da ilha sobre as montanhas que havia logo abaixo, ela caiu entre as nuvens, do nada a espada de Akinaton sai das nuvens na velocidade de uma bala e o acerta na cabeça, Sarah grita e começa a chorar muito de dentro da casa. A ilha começa a cair em direção a uma montanha extremamente alta, Vini saiu da casa muito tonto e viu a gente com a Sarah, ele correu até nós e nos teleportou pra base subterrâneo no Rio de Janeiro.

Sarah se ajoelha no chão e chora muito, Vini desmaia e a menininha estava dormindo no meu colo. Deixei a garotinha na cama.

-Meu Deus... Tem algo muito maior rolando e não sabemos oque é? -Disse eu pra Sophia.

-As pastilhas... Já era tudo... -Disse Sophia.

-Sarah... Você tem as pastilhas do Akinaton? -Perguntei e ela ainda estava ajoelhada no chão.

Ela deu 4 bolinhas pra mim, parecia chiclete. Depois me virei para ver as bolinhas melhor na Luz e quando me virei pra falar com ela. Sarah estava deitada no chão. Coloquei o dedo no pescoço e no pulso dela e descobri que não sei fazer isso, então Sophia viu que ela não estava mais viva.

-Poxa, oque ta rolando? -Me perguntei.

-Faço a mesma pergunta MAX... -Disse Sophia olhando para Sarah no chão. -A gente perdeu a Melody com o El Manana também. -Ela se sentou no chão encostada na parede e ficou debruçada.

-É Sophia... Ta tudo tão confuso...



1 mês mais tarde, eu, Sophia e Vini ainda estávamos vivendo na base, estávamos treinando pra conseguir chegar até a tal nave mãe. A menininha não falava, ela era muito quietinha e comia pouco, ela passava a maior parte do tempo nos observando. Vini estava procurando peças de computador na cidade, já que salvamos todo mundo da cidade daquela nave, eles ajudavam a gente demais. Ninguém sabia onde era base já que Vini fazia a gente entrar e sair por teleporte.
Estávamos andando na base subterrânea, Sophia tinha que treinar com espada, ela não sabia nada sobre lutar com algo cortante e ainda estava praticando. Eu estava praticando tiro e Vini estava montando o super computador dele.
Parei por um momento de treinar e comecei a observar Sophia. Ela era precisa com espada, e tinha menos de um mês de treinamento, o teste era sacos de areia arremessados por um aparelho, ela tinha que cortar o saco e desviar da areia que caía. Por incrível que pareça ela era melhor nisso do que eu. Eu fazia tudo por instinto e ela aprendia de verdade.

-Sophia! -Gritei eu enquanto ela rasgava ao meio um saco de areia.

-Fala! -Ela continuou sem olhar para mim. O aparelho jogava rápido sem para por todos os lados e ela não errava um se quer.

-Quer fazer um lanche? -Ela desligou a máquina.

-Claro Max. -Disse ela suada. -Preciso tomar um banho.

-Te ajudo com o suor. -Todo suor dela veio parar em minha mão e virou uma bola de gelo.

-Gosto dos seus truques, mas ainda preciso tomar banho.

-Ta bom então Sophia. -Ela foi em direção ao banheiro. Muita coisa já tinha rolado nesse 1 mês. Assumimos nosso namoro a nós mesmos.

Tava tudo mudando entre a gente, mas tudo estava ficando violento lá fora. Pequenas naves começaram a atacar a cidade, os moradores estão em guerra por comida e a luz é só pra quem tem gerador.
Nós pegávamos pouca comida de cidades vizinha para não comprometer a cidade que a gente salvar. Logo depois de Sophia tomar banho, fomos até a cozinha comer os hamburguêrs que tínhamos arranjado em um mercado abandonado, não era nem mesmo preciso um microondas, Sophia já esquentava com os poderes dela... Quando não torrava.

-Sophia...-Eu estava sentado e ela se sentou na minha perna e me beijou.

-Queria falar algo? -Dizia ela ainda me beijando.

-Eu já to esquecendo. -Ela continuou a me beijar. Vini apareceu sentado em cima do balcão e ficou olhando a gente, então ele pegou 2 frigideiras e começou a bater uma na outra pra nos assustar, Sophia caiu no chão e levantei ela com telecinese.

-Boa tarde galera, acho que posso comer meu hambúrguer agora. -Disse Vini, ele se teleportou pra cadeira do meu lado.

-Nunca mais faz isso Vini! -Reclamou Sophia.

-Foi engraçado. -Vini disse rindo. -Alias, liguei um dos poucos satélites do espaço que restaram, e por incrível que pareça, não tem nave chegando e nem saindo da terra. Isso dificulta pra gente saber onde ta a nave mãe.

-A gente vai precisar derrubar alguns aliens pra conseguir respostas.

-Mas...MAX, lembra que Melody disse? Sou uma Alien, e a Light também não tinha certeza se eu era humana, e se estiverem atrás de mim? -Disse Sophia, eu e Vini ficamos parado olhando ela.

-Acho improvável. -Tentei acalmar ela.

-Do jeito que as coisas andam é bem possível. -Disse Vini, a gente olhou pra ele e ele começou a morder o Hambúrguer.

-Ela não é uma alienígena cara. -Disse eu bravo com ele.

-Ta, se você acha... Não vou te contrariar... E essa criança, ninguém pode ficar de babá dela por aqui. -Disse Vini. A garotinha estava assistindo uns DVDs de desenho animado. Ela não tinha poderes ou habilidades especias e ainda era muda.

-Ela é perigosa cara, a missão do Japão foi tudo por causa dela, então tem algo nela que ainda não sabemos. -Disse eu.

-É... Bem estranho. Mas ok, comam logo se não esfria. -Disse Vini saindo da cozinha.

-Com quem vamos deixar ela? -Perguntou Sophia.

-Não sei... Vamos ficar mais uns dias com ela pra ver se ela faz algo.

A noite fomos passear pela praia que tinha em frente, levamos a garotinha, Vini ficou pra mexer no computador dele, ele parecia obcecado por aquilo... As luzes da cidade estavam acessas, mas não havia carros na rua por falta de gasolina. Andamos juntos segurando a mão da garotinha.

-Você é muda? -Perguntei para ela, mas a pergunta parecia óbvia que não.

-... -Ela só mexeu a cabeça pra indicar que não.

-Porque não fala com a gente? -Perguntei novamente. Ela apenas andava pra frente ignorando.

-Seus pais, você se lembra? -Peguntou Sophia, então a garota parou de andar e soltou a nossa mão e começou a enxugar o olho.

-Melhor não falar disso Sophia... -Eu disse.

Um barulho forte e estrondoso ecoou pela cidade, olhamos para o céu e havia uma nave gigante apontando luzes fortes por todo lugar, pela cidade eu ouvia gritaria e desespero com aquilo. O vento começou a ficar muito forte, as luzes da cidade começaram a piscar, até que um clarão saiu da nave e foi para um prédio e o explodiu em mil pedaços.

-Droga! Manda a garota pra dentro Sophia! -Ordenei me protegendo do vento.

-Ok! -Ela ia pegar a mão da garotinha, mas ela se retraiu, e começou a andar na nossa frente.

-Não! Sophia, pega ela! -Sophia abriu as asas e tentou pegar mais uma vez pegar o pulso dela, mas algo explodiu muito forte, e os estilhaços iam acertar outras casa, então a garotinha correu numa velocidade incrível e tirou as pessoas lá de dentro da casa, depois os estilhaços caíram e destruíram a casa.

-Ta ae a resposta do que ela é... -Disse eu. -Sophia, temos que derrubar aquela nave.

-Ta! -Sophia voou para cima como um foguete.

A garotinha veio até mim com a cabeça baixa, e eu passei a mão no cabelo dela.

-Salva as pessoas que tiver aqui em baixo. Ta? -Eu disse a ela, e ela balançou a cabeça e sumiu em alta velocidade.

A nave era gigantesca, nunca tinha visto uma como aquela, cheia de luzes. Peguei minha espada e voei para cima em direção a nave, eu via tiros luminosos vindo em minha direção e eu desviava. Joguei minha espada contra a nave e vi uma explosão forte, os pedaços daquela parte da nave caía junto com minha espada, peguei ela no ar e entrei pelo buraco da nave.
Havia lá dentro Alienígenas... Mas a aparência eram de humanos, e alguns usavam armaduras eletrônicas, esses começaram a apontar com a mão pra mim e atiravam com laser, eu desviava os tiros com a espada. Empurrei eles com telecinese para trás com força, todos eles voaram de uma vez e caíram no chão. Peguei minha espada e passei rasgando a parede pelo corredor e tudo explodia. Os de armaduras lá trás vieram atrás de mim e começaram a atirar, eu corri até eles desviando os raios e enfiei a espada nele e puxei pra cima e rasguei ele no meio, depois desviei de um ataque do que estava do lado e pulei na direção nele e enfiei a espada na cabeça, depois outro veio em minha direção, eu girei com a espada e rasguei a cabeça do alienígena e cortei outro no meio. O corredor ficou sem ninguém vivo, continuei correndo pelos corredores até que encontrei Sophia atirando flechas na cabeça de um que estava na minha frente.

-Max! Por aqui! -Disse Sophia apontando pro norte do corredor.
Entramos por acaso num salão grande cheio de aliens alinhado como se estivesse nos exército, eles olharam para a gente e começaram a atirar, eu conseguia desfazer os raios que eles atiravam no ar, e virava um pó brilhante. Sophia atirou no teto com sua flecha explosiva, então tudo acima de nós explodiu derrubando destroços nos inimigos.
Continuamos andando pelos corredores, até que chegamos em frente a uma porta, as letras alienígenas não conseguia entender, mas Sophia leu fácil, ela disse que estava escrito "gerador de propulsão", entramos na sala e fiz um movimento de corte no ar, toda a sala se desfez no meio e começou a ter várias explosões, andei seguindo Sophia por todo o caminho, as explosões do gerador ficavam maiores, até que chegamos na ponta da nave, onde ficava os controles da nave, havia vários deles e um grandão.
Os menores saíram de suas posições e moraram a gente, mas o gigante pediu pra eles pararem, ele estava olhando para Sophia.

-Oi Filha... -Disse o enorme rapaz, ele devia ter 4 a 5 metros de altura. Sophia ficou paralisada e olhou fixamente pra ele.

-Você... -Ao nosso redor começou a explodir, abri minhas asas, peguei Sophia pelo braço e fui contra o vidro da nave , Sophia abriu as asas e voou direto para o chão, eu a segui enquanto a nave explodia vários setores. Quando cheguei ao chão, a nave se partiu ao meio com a explosão e do nada sumiu por inteiro.
Sophia disse pra voltar pra base, quando chegamos, a garotinha estava vendo DVDs de criança.
Sophia foi para seu quarto e fechou a porta com força, eu a segui.

-Sophia! SOPHIA! -Gritei na porta dela. -Oque ta acontecendo? -Ela abriu a porta com os olhos cheios de lágrimas.

-Aquele era meu pai...

© Akinaton Osti,
книга «Suando Frio: Inicio».
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